
Ainda segundo o IBGE, Goiás deve registrar aumento de 7,8% na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em geral. Neste segmento, o Estado tem uma participação de 10,4% no total produzido pelo país, ficando atrás apenas de Mato Grosso e Paraná. A projeção do órgão para cana-de-açúcar é de alta de 3,5%, na comparação com 2021, passando de 72,6 milhões para 75,2 milhões de toneladas. O agro goiano também deve registrar aumento da produção de uva (30,1%), batata inglesa (26,8%), laranja (3,4%) e mandioca (0,1%).
O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Tiago Mendonça, lembra que o desempenho goiano supera o nacional em vários itens. “É o caso do próprio tomate, atividade em que Goiás está na contramão da tendência nacional, que é de retração da produção (-1,2%)”, exemplifica. “Há vários fatores envolvidos nisso, inclusive climáticos, mas é um sinal positivo da pujança da nossa agropecuária e não podemos nunca deixar de ressaltar a força e a resiliência do nosso produtor”, completa.
Safra de grãos
Entre os principais destaques estão o milho, com 12,9 milhões de toneladas (+32,2%), e o sorgo, com 1,2 milhão de toneladas (+6,8%). Os números posicionam Goiás entre os maiores produtores estaduais nas duas culturas, sendo o terceiro melhor colocado em milho e o primeiro em sorgo. No caso da soja, a estimativa é de recuo de 3,5% no volume produzido. Ainda assim, o Estado deve colher 16,8 milhões de toneladas do grão, ocupando a quarta posição no ranking nacional de maiores produtores.
Na edição de 5 de dezembro do boletim de Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, a Conab alertou para a “irregularidade das precipitações” e seu possível impacto no “atraso da semeadura e desenvolvimento das lavouras de soja” em Goiás e Minas Gerais.
Fotos: Enio Tavares







