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Festival A Braba do Piry celebra a cachaça goiana neste domingo (11/9)

Evento inspirado no Dia Nacional da Cachaça, 13 de setembro, contará com workshop gratuito, feira de produtores locais, descontos em drinks feitos com a bebida, degustação harmonizada e som do DJ Gordogroove

Marvada, quebra-goela, danadinha, garapa doida, a braba… Nunca antes uma bebida ganhou tantos apelidos carinhosos – outros nem tanto… – e prestígio. Estamos falando dela, a água-que-passarinho-não-bebe, nossa caninha, pinga, a cachaça. Produto genuinamente brasileiro, ela tem Indicação de Procedência. Ou seja, só pode ser considerada como tal a aguardente feita a partir do caldo de cana-de-açúcar produzida no Brasil, entre 42º e 48º. Não por acaso, 13 de setembro foi escolhido para celebrar essa bebida que traz uma carga simbólica grande, repleta de cultura e identidade nacional.

No Piry Cozinha Nordestina, ela é chamada carinhosamente de A Braba do Piry. Título que nomeia o rótulo próprio da casa, produzido e envazado pela Cachaça da Posse, alambique localizado na Fazendo Mata da Posse, no município de Guapó-GO. Mas Goiás tem muito mais alambiques que merecem ter seus feitos apreciados e degustados. Por isso, a semana que celebra o Dia Nacional da Cachaça será aberta, neste domingo (11/9), com o Festival A Braba do Piry – um evento para honrar e valorizar esse produto tão brasileiro, especialmente os de Goiás. Das 11h às 17h, o público poderá fazer uma pequena imersão nesse universo durante workshop gratuito, feira com a participação de produtores goianos, degustação harmonizada preparada especialmente para o evento, desconto de 50% em Caipiry e Moscou Mule (versão com cachaça) e som do DJ Gordogroove. Couvert: R$ 12,00.

Festival A Braba do Piry

11h

– Workshop gratuito sobre cachaça para apreciadores iniciantes, ministrado por Carlos Augusto Guedes Vieira, da Cachaça da Posse. As vagas para o workshop são limitadas. Por isso, é necessária a inscrição via direct no perfil da Piry Cozinha Nordestina, no Instagram @pirybarerestaurante. É só enviar nome completo, e-mail e número telefônico para fácil contato.

13h às 17h

– Feira de Cachaça, com a participação de alambiques e marcas de Goiás: Cachaça Castelo Branco (Fazenda Pirapitinga dos Monteiros, Campo Alegre de Goiás – GO), Cachaça Minha Saudade (Fazenda Marinheiro, em Orizona-GO), Cachaça Capueira (Paraúna -GO) e Cachaça da Posse (Fazendo Mata da Posse, no município de Guapó-GO). Venda de cachaças, incluindo o rótulo da casa A Braba do Piry.

– DJ Gordogroove – Couvert: R$ 12.

– 50% de desconto na Caipiry e Moscou Mule (versão cachaça);

– Degustação harmonizada, a R$ 129,90, composta por:

Picles de maxixe + 1 dose de Minha Saudade, armazenada em bálsamo;
Salada de Jiló + 1 dose de Castelo Branco;

Barriga de Porco + 1 dose de A Braba do Piry;

Espetinho de Carneiro + 1 dose de Capueira Blend 3 Madeiras.

Mapa da Cachaça Goiana

Goiás tem participação importante no fortalecimento econômico do setor, figurando entre os 10 estados com mais estabelecimentos produtores de cachaça registrados, segundo o último Anuário da Cachaça, publicado em 2021 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e que se refere ao ano anterior. Os dez estados com mais estabelecimentos produtores de cachaça registrados são Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba, Goiás, Paraná e Bahia.

“O grande diferencial da cachaça de Goiás é a qualidade, que a gente vem buscando acima das normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tanto que já temos mais de 10 produtos com selo de Alimento Confiável, emitido pelo Senai e fiscalizado. Além de inovações, como um projeto, para o próximo ano, que prevê cachaças envelhecidas em madeiras do Cerrado”, explica Luiz Manteiga Alvares de Campos, proprietário da Cachaça Castelo Branco e presidente da Associação Goiana de Produtores de Alambique de Cachaça (AGOPCAL).

“Os grandes produtores, em termos de volume, estão no entorno de Goiânia, como Aragoiâna, Silvânia e Orizona. Mas a produção de cachaça está presente em todo o estado, inclusive nos assentamentos de reforma agrária”, conta o engenheiro agrônomo Robson Luís Morais, da Gerência de Extensão Rural da Emater-GO. “Embora nossa cadeia produtiva ainda não esteja completamente estabelecida, nos alambiques regularizados, estamos conseguindo atingir um nível de qualidade altíssima”, reforça Robson.

Conheça os alambiques participantes:

Cachaça Castelo Branco (Fazenda Pirapitinga dos Monteiros, Campo Alegre de Goiás – GO)
A Cachaça Castelo Branco vem da época da corte no Brasil, com início da sua produção por Joaquina Maria Bernarda da Silva Abreu Castelo Branco Souto-Mayor de Oliveira Campos, matriarca que tem participação fundamental na história. A marca, de propriedade de Luiz Manteiga Alvares de Campos, foi fundada em 1946, quando o avô de Luiz, Sebastião Ferreira Alvares da Silva, tataraneto de Dona Joaquina, mudou-se para Abaete, em Goiás, e instalou uma destilaria com um Alambique de 500 litros de cobre, de Minas Gerais. Além de ser dono de Castelo Branco, Luiz também é presidente da Associação Goiana de Produtores de Alambique de Cachaça – AGOPCAL. A Castelo Branco Aguardente de Cana é produzida a partir de suco de cana-de-açúcar destilado em alambiques de cobre. Sem aditivos ou misturas. Uma vez destilada, a cachaça é repousada por 2 anos em cubas de madeira de amendoim. Depois é envelhecida em barricas de carvalho ex-bourbon por um ano.

Cachaça Minha Saudade (Fazenda Marinheiro, em Orizona-GO)
Desde 1990, é elaborada em alambique de cobre unindo tecnologia e tradição. O processo de fermentação fica por conta das leveduras naturais, sem misturas, sem interferências externas. Apenas com controle, tudo acontece conforme a natureza. Na destilação, é feito criteriosamente o descarte das frações “cabeça” e “cauda”, que contêm elementos prejudiciais à saúde, aproveitando-se só o “coração”.

Cachaça Capueira (Paraúna -GO) 
Embora exista desde 2018, o sonho de produzir Cachaça de Alambique surgiu, muito antes, com o patriarca da família, carinhosamente apelidado por Tião Capueira. Ele era responsável por limpar o pasto, mas não fazia isso muito bem, então, logo encheu de capueira, que em Goiás significa mato. E foi assim que nasceu o apelido que batiza a marca premiada. Há cinco anos, Isadora e Jeruza, neta e nora de Tião, decidiram resgatar o sonho do patriarca da família de produzir cachaça. As duas advogadas encontram no alambique de cobre todo sabor, aroma e qualidade que desejavam. Fundaram uma empresa que honra o meio ambiente em cada etapa do processo de produção, buscando sempre alternativas sustentáveis.  O bagaço da cana é enviado para alimentar o gado e a vinhaça, utilizada para adubar o canavial. Além disso, 99% das embalagens são feitas de papel reciclado. E para cada tonel de madeira utilizado no envelhecimento da cachaça, novas árvores são plantadas.

Prêmios:

Blend 3 Madeiras: uma mistura que proporciona perfis sensoriais de diferentes madeiras: tonéis de Pau Brasil, Carvalho Europeu e Freijó. A combinação de madeiras deixa a bebida um pouco mais seca, onde no paladar, é possível identificar notas de chocolate, especiarias e uma leve picância.

Eleita entre as 50 melhores Cachaças do Brasil, pela Cúpula da Cachaça, 2022.
Medalha de Prata no 24º Spirits Selection – Concours Mondial de Bruxelles 2022.

Cachaça da Posse (Fazendo Mata da Posse, no município de Guapó-GO)
Criada em 1996, é uma cachaça simples de caldo de cana-de-açúcar, sem aditivos químicos, que utiliza o fubá de milho em seu processo de fermentação e segue os mais rígidos padrões de qualidade. Sua produção é constantemente aprimorada, mas permanece fiel às tradições e a um primoroso processo artesanal. Os detalhes especiais da Cachaça da Posse são aplicados em todo o processo de fabricação. A escolha da matéria-prima, que é a cana recém-colhida, permite uma fermentação natural e saudável. A destilação é em alambique de cobre, e seu envelhecimento, em carvalho europeu, por no mínimo 18 meses, buscando, assim, um produto mais suave ao paladar.

Festival A Braba do Piry
Das 11h às 17h, no Piry Cozinha Nordestina. Avenida C-1, 510, Jardim América, Goiânia; (62) 3251-5697.

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