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Especialista alerta para aumento de casos de leptospirose após enchentes e alagamentos

As enchentes e inundações são os desastres de maior ocorrência em nosso estado, e impacta principalmente, a saúde da população com o surgimento de leptospirose durante e após esses eventos Além dos impactos de alagamentos de ruas e residências provocados pela intensidade das chuvas que atingiram Goiás nos últimos dois meses, o transbordo de águas causam, sobretudo, preocupação para possíveis casos de leptospirose. A doença é provocada por urina de roedores e pode ser transmitida pelo contato com alimentos, água e solo contaminados.

“Neste período chuvoso, onde enchentes e alagamentos são comuns em Goiás, especialmente, em Goiânia, é esperado que o número de casos aumente, por isso a sociedade médica deve ficar atenta”, alerta a médica infectologista/pediátrica do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica, Lian Padovez Cualheta.

Lian reforça a importância de uma boa higienização de áreas inundadas, principalmente, móveis e alimentos para evitar o contato com o vírus e animais peçonhentos. “Ambientes com entulhos e destroços aumentam o risco de acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Acidentes desse tipo também aumentam durante e após as chuvas”, esclarece Lian.
Por isso, especialistas alertam para que seja evitado o contato direto com águas de inundações e a lama das enchentes ou esgoto. “As chuvas são mais intensas durante esta época do ano, por isso os cuidados devem ser redobrados. Orientamos pais e responsáveis para que se atendam aos sintomas. Considerando que o diagnóstico precoce da doença pode evitar quadros graves e óbitos com evolução rápida”, destaca a infectologista.

Dra. Lian afirma que o aumento na incidência de casos nesta época do ano é notória e que já atendeu alguns pacientes com suspeita este ano. “No meu contato direto, houveram alguns casos suspeitos da doença, mas ainda não confirmados. Nestes casos, os quadros foram leves, mas é importante lembrar que a doença pode levar até 30 dias para manifestar sintomas, por isso devemos ficar atentos aos sinais”, finalizou.
SINTOMAS – Os primeiros e principais sintomas da leptospirose são: febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, cansaço e calafrios. Também são frequentes dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia e desidratação. Nos casos mais graves pode ocorrer amarelamento da pele e dos olhos.

Cuidados com a água e com a lama
Doenças como a leptospirose e a dengue são comuns em casos de enchentes e alagamentos que, podem facilmente contaminar a água e alimentos, podendo causar também diarreia, cólera, febre tifóide, hepatite A, giardíase, amebíase, verminoses.

“A lama deixada pelas inundações tem grande potencial de contaminação porque geralmente ficam acumuladas em móveis e objetos de contato direto. Por isso, é fundamental que a limpeza seja feita com solução de hipoclorito (água sanitária)”, orienta a infectologista.

Ela destaca ainda, a importância do uso de equipamentos de proteção por trabalhadores expostos à chuva e ambientes alagados, como botas e luvas para evitar o contato direto. “Outra recomendação importante é não permitir que as crianças brinquem na água das chuvas, principalmente, se estiverem descalças. Os pés e as mãos são os principais pontos de contato com a bactéria”, orienta a infectologista/pediátrica do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica, Lian Padovez Cualheta.

Assessoria de Imprensa

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