Esportes

Estudo recente sugere que ‘cabecear a bola’ pode causar doença em jogadores de futebol

            Todo esporte tem um risco, e isso não é diferente para os jogadores de futebol. É possível ver atletas caindo em campo, se chocando entre si e sofrendo lesões. Porém, um estudo recente realizado na Universidade de Glasgow descobriu que o ato de cabecear a bola pode estar causando algo mais do que lesões externas.

            Ao analisar dados de ex-jogadores de futebol, a pesquisa mostrou que as taxas de demência entre este público são bem mais altas em comparação com a população em geral. Este fenômeno está relacionado às cabeçadas frequentes na bola, e diversos cientistas acreditam que, a longo prazo, o choque contínuo cria concussões e causa efeitos neurológicos que comprometem a parte cognitiva do cérebro.

            Durante o estudo, foram analisadas certidões de óbito de homens escoceses, inclusive ex-jogadores. Com isso, descobriu-se uma maior probabilidade de futebolistas morrerem devido a uma doença neurodegenerativa – na verdade, os atletas têm 3,5 a mais de chances de virem a óbito por este motivo, com riscos maiores para profissionais que jogam em posições que exigem mais o passe de cabeçada, como zagueiros centrais, por exemplo.

Atletas vivos e aposentados

            Após a pesquisa feita na Universidade de Glasgow, um novo estudo publicado no  Journal of Neuropsychology foi feito com o intuito de preencher uma lacuna a respeito do tema, analisando jogadores vivos e aposentados.

Um trecho do artigo, também publicado pelo Medical Xpress, explica a metodologia utilizada para a obtenção de resultados. “Usando uma pesquisa, perguntamos a eles sobre as posições desempenhadas, a duração da carreira, os regimes de treinamento, quaisquer lesões na cabeça relacionadas ao futebol e algumas outras informações relevantes”.

Eles ainda fizeram um teste de memória para analisar algumas habilidades cognitivas dos participantes. “Encontramos fortes evidências de que quanto mais cabeçadas um participante fez em sua carreira no futebol profissional, menores suas pontuações [no teste]”, explicou.

Este foi o primeiro estudo a encontrar evidências diretas de uma possível associação entre a deficiência cognitiva e cabecear a bola em jogadores profissionais aposentados. “A evidência de comprometimento cognitivo é o primeiro passo para o diagnóstico de demência, portanto, nossos resultados sugerem que pode haver uma ligação entre cabecear a bola com frequência e desenvolver uma doença neurodegenerativa”, completou.

            Quanto aos jovens futebolistas, os cientistas afirmaram que seria improvável que eles apresentem sinais de demência ou deterioração neurológica. Isso porque a capacidade mental de reserva de pessoas mais jovens é alta, e a demência só se tornaria visível quando ela diminuir: ou seja, quando ficarem mais velhos.

Medidas de prevenção

O lado positivo dessas descobertas é que elas permitem um avanço ainda maior da medicina esportiva, contribuindo com a prevenção de enfermidades e enriquecendo o esporte como um todo. Isso beneficia não somente os atletas, como também os torcedores e fãs do esporte que se divertem em fazer as melhores apostas esportivas em sites do setor. Além de palpitar em torneios nacionais e mundiais sem sair de casa, apostadores podem visitar a lista de operadoras presentes no apostasesportivas24.com e os bônus oferecidos por cada uma delas.

Uma medida de prevenção já implementada no âmbito futebolístico foi que alguns países já estabeleceram um limite de passes de cabeça, mas ainda não se sabe exatamente o que seria um número seguro de cabeçadas e como elas influenciariam precisamente na cognição desses ex-atletas.

Vale ressaltar que há outros esportes de contato que também podem causar dano cerebral, tanto a curto quanto a longo prazo. Um estudo com 44 jogadores de rugby descobriu que 10 deles tinham sinais de dano após um escaneamento cerebral, incluindo pequenas fissuras em vasos sanguíneos. Já metade dos jogadores tinham sofrido mudanças inesperadas no formato do cérebro, ou volume da massa branca.

Para lidar com isso, a Rugby Football Union (RFU) anunciou várias medidas para reduzir os impactos na cabeça de jogadores durante os treinos e partidas. Além disso, os jogos femininos de rugby também passaram a ter uma avaliação de impactos na cabeça fora de campo, algo que já existia nos jogos masculinos.

Botão Voltar ao topo
Fechar

AdBlock detectado!

Nosso site exibe alguns serviços importante para você usuário, por favor, desative o seu AdBlock para podermos continuar e oferecer um serviço de qualidade!