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Suspeito de latrocínio acumulava histórico de roubos 

Investigado pela morte de aposentada de 82 anos, Marco Pereira Costa já havia sido condenado por outros crimes na mesma região e estava em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica

Preso sob acusação de latrocínio contra a aposentada Maria Celina Peixoto Chein, de 82 anos, Marco Pereira Costa, de 39 anos, carregava um histórico de crimes cometidos praticamente no quintal de casa. Levantamento feito pelas forças de segurança mostra que, nos últimos dois anos, ele foi condenado por dois roubos e é apontado como autor de pelo menos outros seis crimes semelhantes, todos registrados em um raio de até 400 metros do endereço que informou à Justiça, na região da Avenida T-9, entre a Vila Bela e o Jardim Planalto, em Goiânia.

O crime que resultou na morte de Maria Celina ocorreu na terça-feira (6), na Rua Flemington, na Vila Bela. Câmeras de segurança flagraram Marco encostado em um poste, aguardando a vítima sair de uma lotérica e se aproximar de seu veículo. As imagens mostram o momento em que ele aborda a aposentada e passa a agredi-la. Durante a fuga, já dentro do carro da vítima, Marco acabou atropelando Maria Celina, que não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quinta-feira (8), no Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).

Segundo a Polícia Militar, os roubos pelos quais Marco já havia sido condenado ocorreram em maio de 2023 e março de 2024, ambos a menos de 300 metros do local do latrocínio. Em um dos casos, o crime foi praticado a cerca de 50 metros da mesma lotérica frequentada por Maria Celina. Pelas duas condenações, ele recebeu penas inferiores a cinco anos de prisão, todas em regime semiaberto.

Além desses episódios, o boletim de ocorrência do latrocínio cita outros seis roubos e um furto atribuídos ao suspeito desde outubro de 2022. No entanto, apenas nos dois casos mais recentes ele chegou a ser preso e responder formalmente na Justiça. Marco permaneceu detido até dezembro de 2023, voltou à prisão em março de 2024 após ser pego em flagrante e deixou o sistema prisional em 10 de dezembro de 2025, após obter progressão de pena. Ele voltou a usar tornozeleira eletrônica cerca de 20 dias depois.

Após o assalto que vitimou Maria Celina, policiais militares localizaram Marco dirigindo o carro da aposentada pela Avenida Pasteur, no Parque Anhanguera — via onde, inclusive, já havia registro de outro roubo atribuído a ele, ocorrido em novembro de 2022. Houve perseguição por aproximadamente dez minutos, encerrada após o suspeito colidir o veículo na contramão da Avenida T-9. Ele sofreu ferimentos no rosto e foi preso em flagrante. Com ele, a polícia encontrou um garfo adaptado e uma chave inglesa.

Em um dos processos analisados, consta ainda que Marco retornou à prisão em maio de 2024 não apenas pelo novo roubo, mas também por estar com a tornozeleira eletrônica sem bateria. O fato, porém, aparece citado apenas uma vez nos autos.

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