
Em votação simbólica, o Senado aprovou projeto de ampliação do afastamento para 20 dias e garantia de pagamentos durante a vigência da licença.
A proposta estabelece novas regras para o afastamento de pais trabalhadores e prevê garantias de remunerações integrais durante o período de licença, além de proteção ao vínculo empregatício.
O projeto planeja estabelecer uma ampliação progressiva desse período ao longo dos próximos anos. O tempo de licença passará a ser de dez dias a partir de 2027, aumentará para quinze dias em 2028 e chegará a vinte dias a partir de 2029. Para pais de crianças com deficiência, a licença é expandida em um terço.

Além do nascimento de filhos, o afastamento também poderá ser concedido em casos de adoção ou determinação judicial de guarda de criança ou adolescente.
Durante o período de licença, o trabalhador continuará recebendo seu salário integral. O pagamento será feito inicialmente pela empresa, que poderá solicitar a compensação dentro dos limites do Regime Geral de Previdência Social.
O projeto também prevê situações em que o benefício pode ser negado ou interrompido. Isso poderá ocorrer quando houver violência doméstica ou familiar praticada pelo pai ou abandono de material em relação à criança ou ao adolescente.
Em seu parecer, Ana Paula Lobato argumentou que “ao promover maior equilíbrio na repartição das responsabilidades de cuidado entre homens e mulheres e aprimorar a coerência entre os sistemas trabalhistas e da segurança social, a proposição contribui para um modelo de proteção mais justo e compatível com os fundamentos constitucionais”.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos, exaltou o resultado da votação, que “uniu esquerda e direita”. A deputada Augusta Brito (PT-CE) completou, afirmando que o projeto configura uma mensagem à sociedade: “de que o cuidado não é para ser feito só pelas mulheres, ele tem que ser dividido, o trabalho doméstico, o cuidado dos filhos”.






