
Legenda afirma que processo na Justiça Eleitoral representa tentativa de silenciar a pré-candidata a vice-governadora e defende o direito da filha de Iris Rezende de utilizar a imagem e a história do ex-governador.
O PL Goiás reagiu à ação ajuizada pelo PDT na Justiça Eleitoral que busca impedir o uso da imagem do ex-governador Iris Rezende em materiais da legenda. Em nota divulgada nesta quinta-feira (9), o partido classificou a iniciativa como uma tentativa de impedir que a advogada e pré-candidata a vice-governadora, Ana Paula Rezende, mantenha vivo o legado político do pai.
Segundo o PL, a ação representa uma tentativa de “calar” Ana Paula Rezende e configura uma afronta à memória de Iris. A legenda sustenta que a filha do ex-governador tem legitimidade para preservar e divulgar a trajetória política do pai, independentemente da sigla à qual esteja filiada.
Na manifestação, o partido também afirma que Ana Paula decidiu deixar a legenda em que estava anteriormente por entender que ela havia se afastado dos princípios e valores que marcaram a trajetória política de Iris Rezende. De acordo com o texto, a advogada concluiu que o partido passou a adotar posicionamentos incompatíveis com o legado construído pelo ex-governador de Goiás.
A ação foi protocolada pelo PDT na quarta-feira (8). O presidente estadual da legenda, Kowalsky do Carmo Costa Ribeiro, sustenta que o PL promove uma apropriação indevida da imagem de Iris Rezende ao utilizá-la em eventos e materiais políticos. Na ação, o partido argumenta que há uma distorção da trajetória política do ex-governador, cuja história estaria vinculada a valores diferentes daqueles defendidos atualmente pelo Partido Liberal.
Segundo o PDT, imagens de Iris Rezende têm sido exibidas em encontros partidários do PL, inclusive em registros históricos relacionados ao movimento Diretas Já. A legenda pede que a Justiça Eleitoral determine a interrupção desse uso durante o período eleitoral.
O caso agora será analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá decidir se o uso da imagem do ex-governador por integrantes do PL configura propaganda irregular ou se está amparado pelo direito à livre manifestação política e à preservação de sua memória histórica.





