NOTA DE REPÚDIO À AGRESSÃO CONTRA O JORNALISTA KAIO COSTA

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) repudia, com absoluta veemência, a agressão física e a intimidação sofridas pelo diretor desta entidade e jornalista Kaio Costa, nas dependências da Câmara Municipal de Palmas, praticadas por Nelcivan Costa Feitosa, conhecido como Pastor Nelcivan.
O episódio, registrado em vídeo, mostra Nelcivan atingindo fisicamente o jornalista. Durante a ocorrência, ele também proferiu manifestação de conteúdo homofóbico, conduta discriminatória incompatível com o respeito à dignidade humana e que torna o caso ainda mais grave.
Nelcivan apresenta-se publicamente como jornalista e utiliza canais nas redes sociais para divulgar denúncias e abordar agentes públicos. Entretanto, o jornalismo profissional não se confunde com denuncismo, perseguição, constrangimento ou ataque pessoal.
O exercício do jornalismo exige apuração responsável, compromisso com os fatos, observância do contraditório, respeito aos direitos humanos e responsabilidade sobre aquilo que se publica. Autoproclamar-se jornalista não autoriza ninguém a usar a comunicação como instrumento de intimidação — muito menos a agredir um profissional que exerce legitimamente a atividade.
É inaceitável que alguém que afirma estar “apurando” informações responda ao trabalho de outro jornalista com violência física e manifestação discriminatória. A agressão revela completo desprezo pelos princípios elementares da convivência democrática e pelo papel desempenhado pela imprensa.
A gravidade aumenta porque o fato ocorreu dentro da Câmara Municipal de Palmas, sede do Poder Legislativo e espaço público que deve assegurar liberdade, transparência, respeito à diversidade e condições seguras para o trabalho da imprensa.
O Sindjor-TO manifesta integral solidariedade a Kaio Costa e coloca-se à disposição do jornalista para o acompanhamento institucional, sindical e jurídico das providências cabíveis.
O Sindicato cobra da presidência da Câmara Municipal de Palmas:
– a apuração imediata e rigorosa do episódio;
– a preservação das imagens das câmeras de segurança e de todos os registros disponíveis;
– a identificação e oitiva das testemunhas;
– a adoção de providências contra o responsável;
– a garantia de segurança e livre atuação dos profissionais de imprensa nas dependências da Casa;
– o encaminhamento dos fatos às autoridades competentes.
O Sindjor-TO também espera que os órgãos responsáveis apurem tanto a agressão física quanto a manifestação de conteúdo homofóbico, assegurando a devida responsabilização, com respeito ao contraditório e ao devido processo legal.
Não existe jornalismo onde há violência, discriminação e tentativa de silenciamento. Agredir um jornalista é atacar o direito de toda a sociedade à informação.
O Sindjor-TO permanecerá vigilante e não admitirá agressões, ameaças ou constrangimentos contra profissionais da imprensa no exercício de suas atividades.
Palmas, 22 de setembro de 2026.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins – Sindjor-TO






