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Mulheres representam 39,4% das candidaturas a deputado em Goiás nas eleições de 2026

Dos 843 candidatos a deputado federal e estadual registrados no Estado, 332 são mulheres; participação feminina ainda é inferior à masculina, apesar da maioria das mulheres entre os eleitores.

As mulheres representam 39,4% das candidaturas a deputado federal e estadual em Goiás nas eleições de 2026. Levantamento do Jornal Opção, com base em dados do DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que, dos 843 candidatos registrados para as duas disputas, 332 são mulheres e 511 são homens.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, a presença feminina é ligeiramente maior. São 104 mulheres entre os 256 candidatos, o equivalente a 40,6%. Os homens representam 59,4%, com 152 candidaturas.

Embora o percentual esteja acima do mínimo de 30% previsto pela legislação eleitoral para candidaturas de cada gênero, os números mostram que a participação feminina ainda está distante de uma divisão equilibrada das chapas.

O cenário ganha relevância porque as mulheres são maioria do eleitorado brasileiro. Mesmo assim, continuam sub-representadas entre aqueles que disputam cargos eletivos e, principalmente, entre os que conseguem transformar candidatura em mandato.

Dados nacionais do TSE analisados neste ano mostram que as mulheres correspondem a 34,8% das candidaturas em todo o país. Em Goiás, portanto, a participação feminina nas disputas para deputado está acima da média nacional.

A presença maior de mulheres nas chapas, entretanto, não significa necessariamente maior competitividade eleitoral. O desafio passa pela estrutura partidária, distribuição de recursos, tempo de propaganda, formação de bases e capacidade de mobilização, fatores que podem determinar quais candidaturas efetivamente chegam competitivas às urnas.

O levantamento também revela um perfil ainda predominantemente masculino entre os candidatos a deputado em Goiás. Dos 843 nomes, homens representam 60,6% das candidaturas, enquanto as mulheres ficam com pouco menos de quatro em cada dez vagas disponíveis nas nominatas.

A eleição de 2026, portanto, reproduz um dilema conhecido da política brasileira: as mulheres avançaram na ocupação das chapas, mas ainda precisam transformar presença eleitoral em representação efetiva no Legislativo.

Mais do que cumprir a cota mínima, a questão central para os partidos é criar condições para que as candidaturas femininas sejam competitivas e tenham acesso efetivo aos recursos e às estruturas necessárias para disputar eleições em igualdade de condições.

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