MPGO obtém condenação de casal denunciado por tentativa de homicídio e organização criminosa em Rubiataba

O Ministério Público de Goiás (MPGO) obteve a condenação de Herick Raphael de Morais Godinho e Tainy da Silva Ferreira pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e organização criminosa, após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da comarca de Rubiataba. O julgamento ocorreu ao longo de dois dias, na quarta-feira (10/6) e na quinta-feira (11/6). A denúncia foi oferecida pela promotora de Justiça Yule Reis Mota, que também atuou em plenário e realizou a sustentação oral que resultou na condenação dos réus.
Herick Raphael de Morais Godinho, apontado como líder regional da organização criminosa Amigos do Estado (ADE), foi identificado durante o avanço das investigações como o mandante e autor intelectual da tentativa de homicídio. Inicialmente conhecido apenas pelo apelido de “João”, ele teve sua identidade confirmada a partir de elementos reunidos em procedimento investigatório criminal conduzido pelo Ministério Público.
Após ser localizado em Portugal, Herick foi extraditado para o Brasil com apoio da Interpol para responder pelos fatos perante a Justiça brasileira.
De acordo com a denúncia do MPGO, o crime ocorreu em junho de 2024, em Rubiataba, no contexto de disputas entre grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas. As investigações apontaram que Herick determinou a execução da vítima e coordenou a ação criminosa, praticada por integrantes da organização.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria, que Herick foi o mandante e autor intelectual da tentativa de homicídio, além de integrante e líder regional da organização criminosa. Os jurados também acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emboscada e dissimulação, bem como o emprego de arma de fogo de uso restrito.
Na sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri condenou Herick Raphael de Morais Godinho a 15 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e organização criminosa.
Tainy da Silva Ferreira também foi condenada após a denúncia apresentada pelo MPGO. Conforme apurado durante as investigações, ela integrava a organização criminosa e atuava no núcleo financeiro do grupo, realizando movimentações bancárias relacionadas ao produto do tráfico de drogas e prestando apoio material às atividades da facção. Reconhecida sua participação na organização criminosa, Tainy foi condenada a 4 anos e 8 meses de reclusão. _(Texto: Renan Castro/Residente da Assessoria de Comunicação Social do MPGO)
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