
Lessandro Martins, responsável pelos procedimentos realizados em Andreia Vieira Gaspar, atua em Goiânia e Rio Verde; morte é investigada pelas autoridades.
O médico Lessandro Martins, responsável pela cirurgia plástica da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após o procedimento em Goiânia, possui mais de 20 anos de experiência em plástica facial, segundo informações divulgadas em seu perfil profissional.
Otorrinolaringologista, o médico afirma ter experiência concentrada em procedimentos faciais e, nos últimos anos, passou a se dedicar exclusivamente a esse segmento. Ele atua em Goiânia e Rio Verde, em Goiás, e também mantém vínculo profissional com Curitiba.
Segundo informações de seu portfólio profissional, Lessandro é formado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Camp) e possui experiência em cirurgia em Bogotá, na Colômbia. Ele também é apresentado como membro fundador da Academia de Plástica Facial e integrante de entidades internacionais ligadas à cirurgia plástica da face.
Andreia morreu no dia 12 de agosto, depois de ser submetida a procedimentos estéticos em uma unidade hospitalar de Goiânia. Segundo informações apresentadas pela família, ela realizou uma ritidoplastia profunda, lipoaspiração no pescoço e outros procedimentos na face.
A família afirma que a empresária pagou cerca de R$ 118 mil pelos procedimentos e que não teria passado por uma consulta presencial com o médico antes da cirurgia. Segundo a irmã da vítima, uma consulta que estava prevista para ocorrer antes da operação teria sido cancelada, e a avaliação teria sido realizada no próprio centro cirúrgico.
Os familiares também afirmam que exames realizados antes da cirurgia indicavam a presença de uma bactéria e de um processo infeccioso. A família questiona ainda a estrutura disponível no hospital durante a emergência e afirma que a unidade não contava com UTI e ambulância nas condições necessárias para atender a paciente.
A causa da morte apontada em laudo citado pelos familiares foi trombose aguda e infarto pulmonar. A paciente teria apresentado agravamento do quadro horas depois da cirurgia e morreu após tentativas de reanimação.
O médico, por meio de nota, lamentou profundamente a morte da empresária e afirmou que, em respeito ao sigilo médico, não comentaria informações clínicas ou detalhes do atendimento. Disse ainda que prestará todos os esclarecimentos necessários aos órgãos responsáveis pela apuração.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas em sigilo. O Ministério Público de Goiás também informou que solicitou a abertura de inquérito policial para investigar a possível prática de homicídio culposo.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da cirurgia, as condições clínicas da paciente antes do procedimento, o atendimento prestado durante a emergência e se houve ou não responsabilidade profissional pela morte.
Até o momento, não há conclusão oficial de que tenha ocorrido erro médico. As informações apresentadas pela família e as circunstâncias da morte ainda estão sendo analisadas pelas autoridades competentes.







