MDB pisa no freio após onda de filiações de prefeitos

Com 69 prefeitos na legenda, partido de Daniel Vilela evita novas adesões para preservar a harmonia da base governista e impedir conflitos municipais às vésperas de 2026
O MDB decidiu reduzir o ritmo de crescimento que vinha registrando nos municípios goianos. Depois do mutirão de filiações realizado há cerca de duas semanas, que elevou para 69 o número de prefeitos filiados à legenda, a orientação da cúpula partidária passou a ser de cautela.
A avaliação interna é que o momento exige mais articulação política do que expansão partidária. Embora a procura de gestores municipais pelo partido do governador Daniel Vilela continue elevada, a direção emedebista optou por represar novas filiações, ao menos até o encerramento do ciclo eleitoral deste ano.
Nos bastidores, a preocupação é evitar desgastes desnecessários dentro da ampla base de sustentação do governo. O primeiro ponto envolve a relação com partidos aliados, muitos deles responsáveis por eleger prefeitos que agora demonstram interesse em migrar para o MDB. A leitura é que um avanço sem controle poderia gerar insatisfações entre dirigentes de legendas que integram o mesmo projeto político.
Há ainda uma segunda preocupação considerada ainda mais delicada: os reflexos das filiações nas disputas locais. Em diversos municípios, a entrada de uma liderança no MDB pode alterar o equilíbrio político, estimular rivalidades internas ou antecipar embates relacionados à sucessão de 2028. O receio existe inclusive quando os interessados são políticos oriundos da oposição.







