
Ex-secretário de Cultura é investigado por suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos da Secult
A Justiça de Goiás decidiu manter a prisão temporária do vereador Zander Fábio após audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (27). O parlamentar foi preso durante operação da Polícia Civil deflagrada na terça-feira (26), que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos ligados à Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia (Secult), pasta que já foi comandada por ele.
A audiência ocorreu em formato híbrido e, segundo informações do processo, o magistrado responsável concedeu prazo para manifestação do Ministério Público antes de uma nova deliberação sobre o caso. Enquanto isso, a defesa de Zander Fábio já prepara um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Goiás, previsto para ser protocolado nesta quinta-feira (28).
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, o vereador é apontado como integrante de uma associação criminosa formada por agentes públicos e particulares suspeitos de atuar em um esquema de fraudes em contratações diretas realizadas pela Secretaria de Cultura ao longo de 2024.
A apuração indica que o grupo teria criado empresas de fachada e utilizado contas bancárias específicas para movimentar recursos públicos oriundos de contratos firmados sem licitação. O objetivo, segundo os investigadores, seria desviar verbas públicas destinadas a projetos culturais na capital.
A operação, batizada de “Cultura Em (Cena)”, cumpriu ao todo 13 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. Além de Zander Fábio, também foram presos Jean Jesus Magno, presidente do Instituto Vida, e Welton da Silva Nogueira.
As investigações ainda alcançam o ex-vereador Leandro Sena. Conforme revelado anteriormente, o Instituto Vida teria recebido emendas parlamentares destinadas por Sena, cujo escritório também foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação.
O caso provocou forte repercussão no meio político goianiense e ampliou a pressão sobre ex-integrantes da gestão do ex-prefeito Rogério Cruz, período em que os contratos investigados teriam sido firmados.







