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Inelegível, Pablo Marçal deixa PRTB e se filia ao União Brasil

A filiação será oficializada em conferência nesta sexta-feira (6).

Inelegível até 2032, o influenciador Pablo Marçal anunciou que se filiará ao União Brasil em cerimônia nesta sexta-feira (6). Com a mudança partidária, Marçal deixará o PRTB, partido pelo qual concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024.

Em julho de 2025, pela terceira vez, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) declarou o influenciador digital e empresário inelegível há oito anos. Marçal foi acusado de abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos durante a campanha na Prefeitura de São Paulo.

A decisão se soma às duas condenações anteriores. Em fevereiro, Marçal foi declarado inelegível após oferecer apoio político em troca de um Pix de R$ 5 mil. Em abril, foi multado em R$ 420 mil por descumprir uma ordem judicial no mesmo processo, movido pelo PSB, partido que questionou sua candidatura.

Pablo Marçal está inelegível até 2032.

Pablo Marçal está inelegível até 2032. Rubens Cavallari/Folhapress

 

Neste ano, a Justiça Estadual de São Paulo condenou o empresário ao pagamento de R$ 100 mil em danos morais ao ministro-chefe da Secretaria-Geral do Planalto, Guilherme Boulos. Na semana passada, Marçal aceitou um acordo com o Ministério Público Eleitoral para suspender por dois anos outra ação movida por Boulos.

Ainda por práticas relacionadas às eleições municipais de 2024, em novembro do ano passado, a 1ª Zona Eleitoral de São Paulo condenou o empresário novamente. Desta vez, ao pagamento indenizatório de R$ 305 mil, valor equivalente a 200 salários mínimos, à deputada Tabata Amaral (PSB-SP) por difamação.

Carreira política

Além de disputar a Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal foi pré-candidato à Presidência da República em 2022 pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Pouco depois do anúncio, no entanto, o presidente da legenda retirou a candidatura e declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, em aliança com o PT.

Naquele mesmo ano, Marçal tentou concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Sua candidatura chegou a tramitar sub judice, mas foi indeferida pelo TRE-SP por problemas na documentação. A decisão chegou a ser revertida judicialmente, o que o colocou entre os deputados eleitos, porém a candidatura acabou novamente barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Marçal concorreu pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Ele terminou em terceiro lugar e não avançou no segundo turno, que foi disputado entre Guilherme Boulos e Ricardo Nunes. Nunes venceu a eleição com 59,35% dos votos. As condenações contra Marçal ocorreram após o pleito.

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