
Documento reúne juristas, ex-integrantes de governos e representantes da sociedade civil em defesa da atuação do presidente do STF diante da crise envolvendo o caso Master
Um grupo formado por ex-ministros de Estado, juristas e representantes da sociedade civil divulgou uma carta pública em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, em meio à crise institucional provocada pelos desdobramentos do caso Banco Master.
O documento manifesta preocupação com os ataques dirigidos ao ministro e defende que Fachin mantenha uma atuação pautada pela Constituição, pela independência do Judiciário e pelo respeito ao devido processo legal.
Os signatários afirmam que o momento exige serenidade e responsabilidade institucional. Para o grupo, divergências entre autoridades e questionamentos sobre decisões judiciais devem ser tratados dentro dos mecanismos previstos pela própria Constituição, sem tentativas de pressionar ou enfraquecer as instituições.
A manifestação ocorre em meio à disputa no Supremo sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master. O caso provocou divergências entre ministros da Corte, especialmente em torno do grau de sigilo dos documentos e do acesso às provas reunidas pela Polícia Federal.
Fachin determinou recentemente a ampliação do acesso aos documentos da investigação, estabelecendo prazo para que informações mantidas sob sigilo fossem disponibilizadas aos demais integrantes do STF, ressalvadas diligências cuja divulgação pudesse comprometer as apurações.
A carta também destaca a importância da independência judicial em um período de forte tensão política. Os autores sustentam que o Supremo deve ter condições de exercer suas atribuições sem interferências externas.
A iniciativa reúne nomes que já ocuparam cargos relevantes na administração pública e pessoas ligadas a diferentes setores da sociedade civil. O apoio a Fachin busca reforçar a defesa das instituições e da estabilidade democrática diante da escalada das disputas em torno do caso Master.
O documento não significa unanimidade sobre decisões específicas do Supremo, mas representa uma manifestação política e institucional em defesa da preservação das regras constitucionais e da autonomia dos Poderes.






