
Senador Rogério Marinho afirma que nem ele nem o PL podem sustentar a acusação de fraude nas eleições. Declaração foi dada após Flávio divulgar carta questionando o resultado do segundo turno.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), admitiu que não há provas para sustentar as acusações de fraude eleitoral feitas pelo candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
“Ao PL não cabe fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou Marinho nesta quarta-feira (28), durante entrevista coletiva no Senado Federal.
A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta na rede social X na qual questionou a lisura do processo eleitoral. Na primeira versão do documento, o senador se autodeclarou o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora depois, a publicação foi substituída por outra versão, que o identificava como “líder do Brasil”.
Marinho afirmou acreditar que houve um problema na elaboração do texto. Para ele, as acusações de Flávio podem ser interpretadas como um desabafo diante da decisão de deixar o Brasil. O coordenador da campanha também classificou o senador como um “exilado”, embora a saída do país tenha ocorrido de forma voluntária, segundo a Agência Brasil.
Resultado das urnas
O segundo turno foi realizado no domingo (25). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu cerca de 64 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve pouco mais de 59 milhões.
Na carta, Flávio também questionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o horário de votação até as 19h. A medida atendeu a pedidos das campanhas do PL e do PT.
Apesar das declarações do candidato, Marinho reconheceu publicamente a ausência de provas para sustentar a acusação de fraude. A manifestação do coordenador da campanha ocorre em meio à repercussão política da carta e às discussões sobre a reação da oposição ao resultado eleitoral.







