
Aneel mantém cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; período seco reduz geração hidrelétrica e aumenta necessidade de usinas termelétricas.
A conta de luz dos brasileiros continuará com bandeira tarifária amarela durante o mês de setembro. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantém uma cobrança adicional para os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional.
O acréscimo será de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na prática, quanto maior o consumo de energia, maior será o impacto da bandeira sobre o valor final da conta.
Esta será a quinta vez consecutiva que a bandeira amarela é aplicada em 2026. O mecanismo começou a ser utilizado em maio e permanece ativo devido às condições menos favoráveis para a geração de energia no país.
Segundo a Aneel, o principal motivo é o período seco, que reduz a disponibilidade de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com menor geração hidráulica, aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custos de produção mais elevados.
O sistema de bandeiras tarifárias funciona justamente para sinalizar ao consumidor as condições de geração de energia em cada período. Na bandeira verde, não há cobrança adicional. Já as bandeiras amarela e vermelha representam custos extras na conta de luz.
A manutenção da bandeira amarela indica que o cenário ainda não exige o acionamento das bandeiras vermelhas, mas também está distante das condições consideradas ideais para uma geração predominantemente hidráulica.
Para o consumidor, a recomendação é reforçar os cuidados com o uso da energia. Medidas simples, como evitar desperdícios, reduzir o tempo de funcionamento de aparelhos e utilizar equipamentos de maior consumo com planejamento, podem ajudar a controlar o valor da conta.
A decisão ocorre em um momento em que as condições climáticas continuam sendo determinantes para o setor elétrico. A menor disponibilidade hídrica aumenta os custos de geração e acaba chegando ao consumidor por meio do sistema de bandeiras.
O impacto individual dependerá do consumo de cada residência, comércio ou empresa. Uma unidade que consuma 200 kWh no mês, por exemplo, terá aproximadamente R$ 3,77 de acréscimo referente à bandeira amarela, antes dos demais componentes da tarifa.
A expectativa para os próximos meses dependerá da evolução das chuvas, do nível dos reservatórios e das condições de geração. Enquanto o cenário não melhora de forma suficiente, a conta de luz continuará trazendo a bandeira amarela como um alerta para o custo maior da produção de energia.







