
Pré-candidato ao Governo do Ceará afirma que pode apoiar Ronaldo Caiado ou Renan Santos na disputa pelo Planalto e diz que decisão será construída em conjunto com lideranças do PSDB.
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao Governo do Ceará, afirmou neste sábado (18) que poderá apoiar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), na corrida presidencial de 2026. A declaração foi feita durante entrevista concedida na Expocrato, no Cariri cearense, ao comentar o cenário político após a desistência do ex-governador Aécio Neves (PSDB) de disputar a Presidência da República.
Segundo Ciro, o nome de Caiado está entre as possibilidades que vêm sendo discutidas com lideranças tucanas, especialmente o ex-senador Tasso Jereissati.
“Eu, por exemplo, me dou muito bem com Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade”, afirmou.
Além de Caiado, Ciro mencionou o influenciador e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), como outro nome que considera na disputa presidencial.
“Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, apesar de ser jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. Também é uma possibilidade, mas vamos decidir isso juntos”, declarou.
Apesar das sinalizações, o ex-ministro ressaltou que ainda não existe uma definição oficial do PSDB sobre qual candidatura presidencial será apoiada após a saída de Aécio Neves.
Durante a entrevista, Ciro também defendeu que as alianças estaduais não fiquem condicionadas às disputas nacionais. Segundo ele, o eleitor deve ter liberdade para escolher candidatos diferentes para os governos estaduais e para a Presidência da República.
Ao citar o cenário político no Ceará, lembrou que integrantes de seu grupo apoiam projetos distintos no plano nacional sem que isso comprometa a unidade local.
Ciro também comentou a decisão do irmão, o senador Cid Gomes (PSD), de apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Ceará, em aliança com o governador Elmano de Freitas (PT). O ex-ministro afirmou que a movimentação não o surpreendeu e ironizou o objetivo político do irmão.
“Toda essa movimentação era para chegar onde ele queria, que era ser candidato ao Senado”, declarou.
As declarações reforçam a indefinição sobre os apoios presidenciais do PSDB após a retirada de Aécio Neves da disputa e indicam que as negociações entre as lideranças do partido devem continuar nas próximas semanas.





