
Candidato à Presidência afirma que combate às facções deve ampliar presença do Estado e defende atuação integrada nas fronteiras
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (22) que uma das prioridades de seu eventual governo será recuperar territórios onde, segundo ele, organizações criminosas passaram a exercer influência diante da ausência do poder público.
A declaração foi dada antes de uma carreata em Morrinhos, no sul de Goiás. Caiado afirmou que o avanço das facções representa também um problema de soberania nacional, ao defender uma presença mais efetiva do Estado em regiões consideradas vulneráveis.
“Todos nós sabemos que a soberania brasileira hoje está entregue, em grande parte do território brasileiro, às facções criminosas, onde o Estado não entra”, afirmou.
Caiado defendeu uma estratégia de combate ao crime organizado baseada na retomada territorial e na integração entre as forças de segurança. A proposta inclui ações coordenadas para impedir que grupos criminosos estabeleçam áreas de domínio e ampliem sua atuação.
O candidato também afirmou que pretende classificar organizações criminosas como terroristas. A proposta dependeria de mudanças na legislação e de definição das competências das instituições responsáveis pelo combate às facções.
Outro ponto apresentado por Caiado é o fortalecimento da segurança nas fronteiras. Ele defendeu a criação de convênios com estados que fazem divisa com outros países para ampliar a proteção das regiões fronteiriças e melhorar a troca de informações.
Na avaliação do candidato, o enfrentamento ao crime organizado precisa considerar a atuação das facções para além das fronteiras estaduais. O objetivo seria ampliar a cooperação entre União e estados e fortalecer a capacidade de inteligência e repressão às organizações criminosas.
Caiado também afirmou que não aceitará o que classificou como interferência de outros países em território brasileiro. A defesa da soberania nacional foi associada pelo candidato à necessidade de reforçar a presença das instituições brasileiras em áreas vulneráveis.
A agenda prevista para esta terça-feira incluía ainda uma carreata em Buriti Alegre e uma reunião política em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Os compromissos, porém, foram cancelados em razão das condições climáticas, segundo a assessoria.
A proposta apresentada por Caiado ocorre em meio ao debate nacional sobre o avanço das organizações criminosas e a necessidade de integração entre forças estaduais e federais. Em setembro, operações coordenadas contra facções já mobilizaram diferentes órgãos de segurança em vários estados, com ações de investigação, prisão e bloqueio de patrimônio ligado ao crime organizado.






