
Pré-candidato do PSD afirma que enviará proposta ao Congresso nos primeiros 100 dias de governo e defende reformas para fortalecer a segurança pública e estimular a economia.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (18) que, se for eleito, uma das primeiras medidas de seu governo será encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para classificar facções criminosas como organizações terroristas.
A declaração foi feita durante o encontro regional “Pra Frente Goiás”, realizado em Trindade, ao responder quais seriam suas prioridades nos primeiros 100 dias de um eventual mandato.
Segundo Caiado, a medida integraria um pacote de reformas voltadas ao combate ao crime organizado e à recuperação da confiança dos investidores.
“Estarei preparado para apresentar ao Congresso Nacional todas as reformas necessárias, como também a classificação das facções criminosas como terroristas, avançando cada vez mais para dar credibilidade aos empresários brasileiros, para que confiem no novo governo”, afirmou.
Além da pauta da segurança pública, o pré-candidato defendeu mudanças na política econômica. Caiado disse que pretende criar um ambiente favorável aos investimentos, com redução das taxas de juros e estímulo à atividade produtiva.
Durante o evento, também voltou a criticar a condução da política externa do governo federal diante das recentes barreiras comerciais impostas ao Brasil. O ex-governador citou as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, medidas adotadas pela China e restrições impostas pela União Europeia a produtos brasileiros.
Na avaliação dele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem atuado de forma eficiente para proteger os interesses do país.
“O Brasil está sendo penalizado. Há uma tarifação dos Estados Unidos, outra da China e um bloqueio da União Europeia. Isso é reflexo de um presidente que não cuida do país e está preocupado apenas com a campanha eleitoral”, declarou.
Questionado sobre a disputa presidencial, Caiado evitou apontar um adversário prioritário entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Disse que, neste momento, seu foco é chegar ao segundo turno e afirmou que as controvérsias envolvendo o parlamentar são questões que devem ser esclarecidas por ele próprio.
Ao projetar um eventual confronto com o PT na fase decisiva da eleição, o pré-candidato afirmou que pretende comparar os resultados de sua gestão em Goiás com os indicadores nacionais nas áreas de segurança pública, combate à corrupção e desenvolvimento econômico.






