
Pré-candidato à Presidência afirmou que o Brasil precisa recuperar a liturgia do cargo e criticou tanto a postura do presidente argentino quanto a condução da política externa do governo federal.
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) fez críticas ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar os recentes atritos diplomáticos envolvendo os dois países. Durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, nesta terça-feira (28), o ex-governador de Goiás afirmou que o Brasil precisa recuperar o protagonismo da diplomacia e elevar o nível do debate institucional.
Ao comentar a participação de Milei na convenção nacional do PL, realizada no último fim de semana, Caiado avaliou que o presidente argentino protagonizou um “escândalo”. Ao mesmo tempo, criticou a reação do governo brasileiro diante do episódio.
“O outro vem aqui e faz escândalo”, afirmou o pré-candidato, acrescentando que a Presidência da República exige responsabilidade institucional. Segundo ele, “não se governa na esculhambação”.
Críticas à política externa
Durante a sabatina, Caiado afirmou que, se eleito, pretende “resgatar a liturgia do cargo” e reconstruir a credibilidade da diplomacia brasileira.
Na avaliação do pré-candidato, o Itamaraty perdeu protagonismo internacional nos últimos anos e passou a atuar de forma excessivamente alinhada ao governo de turno. Para ele, a política externa brasileira deve voltar a priorizar o diálogo institucional e os interesses estratégicos do país.
Tarifaço e relações internacionais
Caiado também comentou o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e defendeu uma postura mais pragmática nas negociações internacionais.
Segundo ele, o Brasil precisa ampliar acordos comerciais, buscar novas parcerias tecnológicas e aproveitar seu potencial em áreas como minerais críticos e terras raras para fortalecer sua posição nas negociações externas. O pré-candidato argumentou que o país deve adotar uma estratégia baseada na diplomacia e na negociação, evitando o acirramento de conflitos políticos com outras nações.






