Bruno Peixoto troca comando administrativo da Alego e coloca Chiquinho Oliveira na articulação política

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), promoveu mudanças em duas funções estratégicas da estrutura do Legislativo estadual. Rafael Soares, de 42 anos, assumiu a Diretoria-Geral da Casa, enquanto Francisco de Oliveira, conhecido como Chiquinho Oliveira, deixou o posto e passou a atuar na Diretoria de Articulação Política.
A reorganização ocorre após a eleição de Bruno Peixoto para a Câmara dos Deputados, na qual foi o deputado federal mais votado em Goiás. Rafael, que era chefe de gabinete da presidência da Alego, participou da coordenação da campanha do aliado e deverá acompanhá-lo em Brasília a partir de 2027.
Formado em Gestão Pública, Rafael é considerado um dos colaboradores mais próximos de Bruno Peixoto. Sua nomeação para a Diretoria-Geral o coloca à frente de uma área central da administração da Assembleia, responsável pela coordenação de atividades administrativas e pelo funcionamento institucional da Casa.
Chiquinho Oliveira assume papel político
Com experiência acumulada nos bastidores do Legislativo, Chiquinho Oliveira passa a atuar na articulação política da Assembleia. A mudança o mantém no núcleo de confiança de Bruno Peixoto, agora em uma função voltada às relações com deputados e às negociações entre grupos parlamentares.
Chiquinho também participou das articulações eleitorais de 2026, apoiando a reeleição do deputado estadual Rubens Marques e a candidatura de Bruno Peixoto à Câmara Federal.
A nova função ganha relevância diante da disputa pela presidência da Alego na próxima legislatura. A eleição da Mesa Diretora está prevista para fevereiro de 2027, e a experiência de Chiquinho poderá ser utilizada nas conversas para a formação de uma maioria em torno de um candidato.
Três nomes movimentam disputa pela presidência
Entre os nomes citados nas articulações para suceder Bruno Peixoto estão os deputados estaduais Issy Quinan (MDB), Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Talles Barreto (União Brasil).
Talles, atual líder do governo na Assembleia, já manifestou interesse em presidir a Casa. Ele destaca o relacionamento com parlamentares de diferentes grupos, inclusive da oposição, como um dos fatores que podem contribuir para sua candidatura.
Virmondes também confirmou que pretende disputar o comando do Legislativo e argumenta que sua experiência parlamentar e o diálogo construído com os colegas podem favorecer sua candidatura. Issy Quinan, por sua vez, aparece entre os nomes considerados nas conversas de bastidores.
Ainda não há definição sobre quem reunirá apoio suficiente para vencer a eleição. A composição da próxima Mesa Diretora dependerá das negociações entre os deputados e das alianças que serão formadas nos próximos meses.
Mudanças ocorrem em período de transição
A troca de funções na Alego coincide com a preparação para a nova legislatura, que começa em fevereiro de 2027. A saída de Bruno Peixoto para a Câmara Federal e a reorganização de sua equipe alteram a distribuição de responsabilidades no grupo político que comanda a Assembleia.
Enquanto Rafael Soares assume a condução administrativa da Casa, Chiquinho Oliveira passa a desempenhar uma função diretamente relacionada às articulações políticas. Os dois movimentos mantêm pessoas próximas ao atual presidente em posições estratégicas durante o período de transição.
A disputa pela presidência será um dos principais temas da agenda política da Assembleia até fevereiro. Além da escolha do novo presidente, os deputados terão de negociar os demais cargos da Mesa Diretora e a distribuição dos espaços de comando do Legislativo goiano.







