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Ação do MPF contra Banco do Brasil reforça denúncia do Greenpeace sobre concessão de crédito rural em Terra Indígena

Ativistas do Greenpeace Brasil realizaram um protesto pacífico na sede do Banco do Brasil em 2024, em Brasília | Foto: Tuane Fernandes / Greenpeace Brasil

 

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2026 –  A ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o Banco do Brasil por financiar atividade pecuária em uma propriedade sobreposta à Terra Indígena Rio Omerê, em Rondônia, reforça os alertas apresentados pelo Greenpeace Brasil no relatório Bancando a Extinção, divulgado em abril de 2024.

A investigação do Greenpeace revelou que bancos públicos e privados concederam crédito rural a propriedades com irregularidades socioambientais na Amazônia, incluindo imóveis sobrepostos a terras indígenas, unidades de conservação e áreas desmatadas.

Divulgada em 3 de agosto, a ação teve origem em denúncia técnica do próprio Greenpeace Brasil, que identificou por georreferenciamento a sobreposição de 58,3% do imóvel financiado com a Terra Indígena Rio Omerê e cruzou o dado com informações do Banco Central. Homologado em 2006, o território é habitado pelos Akuntsu e pelos Kanoê, povos de recente contato e sobreviventes dos massacres ocorridos em Rondônia nas décadas de 1970 e 1980.

A iniciativa do MPF traz um desdobramento do caso e evidencia a necessidade de critérios socioambientais mais rigorosos para a concessão e o monitoramento do crédito rural. O Greenpeace Brasil defende que instituições financeiras e órgãos reguladores reforcem os mecanismos de controle para impedir que recursos públicos e privados sejam destinados a atividades que promovam invasão de terras indígenas, desmatamento e outras violações socioambientais.

“Essa ação judicial é um passo importante, por ampliar o debate sobre quem sustenta a destruição da floresta. Não basta que quem invade ou desmata pague a conta, é preciso olhar também para a responsabilidade de quem coloca dinheiro nessas atividades. Há anos o Greenpeace vem defendendo uma atuação mais rigorosa das instituições financeiras na prevenção de danos socioambientais, regras mais rígidas para o crédito rural, e sistemas de monitoramento capazes de impedir que recursos financiem crimes ambientais e violações de direitos indígenas.” afirma a porta-voz de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Ana Clis Ferreira.

Sobre o Greenpeace Brasil

O Greenpeace Brasil é uma organização ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente. Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pacífico, a organização atua há mais de 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destruição das florestas.

Foto: Divulgação

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