STF, um tribunal contrário à democracia

11 de junho de 2018
Redação
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E agora, Joseph (Goebbels ou Stalin)?

Estivéssemos nós vivenciando um momento institucional de plena normalidade, o Senado Federal já teria se reunido para votar o impeachment de todos os ministros integrantes do STF.

Não apenas pelo vergonhoso e abominável julgamento da inconstitucionalidade da Lei do Voto Impresso, mas pelos inúmeros casos pregressos, julgados na referida casa e que demonstraram que a mais Alta Corte da Justiça nacional transformou-se em um tribunal da casuística, da questiúncula tratada como causa constitucional. Um tribunal que decide à revelia de suas rígidas atribuições legais e que imiscui-se de forma bizarra em temas que não lhes dizem respeito algum. Uma corte à mercê de medíocres militantes da causa revolucionária, da manutenção do degenerado estamento burocrático e evidente salvo-conduto da graúda bandidagem brasileira.

Quem não se recorda do atípico ‘fatiamento’ do impeachment de Dilma Rousseff? Quem não se recorda das inúmeras decisões ao arrepio dos mandamentos constitucionais?  Quem já se esqueceu do STF agindo como órgão legislador-mor da nação e de entendimentos notadamente  contrários àquilo que deveria decidir?

Por 8 a 2, STF derrubou o voto impresso nas eleições de 2018

Enfim, os casos se multiplicam na velocidade da luz. A absurdidade jurídica propiciada pelo STF espalha-se  com a mesma robustez da degeneração ético-moral-legal brasileira e, sobretudo, na certeza de que nada poderá contestar a inatingível-sacrossanta autoridade de onze egrégias excelências escolhidas a dedo para sustentar ao que, hoje, assistimos inermes e perplexos.

O Supremo Tribunal Federal é por definição um tribunal constitucional e de definidas prerrogativas. Ele não pode continuar agindo como um despótico proprietário institucional do país,  e desconsiderar  o princípio da Tripartição dos Poderes. Ele é o guardião da Constituição Federal do Brasil, conforme está definido no artigo 102 da nossa Carta Magna. E assim precisa trabalhar. Ele é o responsável para julgar todos os casos e propostas de leis extraordinárias que entrem em conflito com o que está estabelecido na Constituição e nada mais.

Não podemos continuar apáticos diante do descalabro jurisdicional brasileiro, este, provocado por sua mais alta instância. O Brasil tornou-se  um refém moribundo nas mãos  de onze cavalheiros do apocalipse bolivariano e suas desvirtuadas interpretações pseudoconstitucionais, dignas, aliás, de um tribunal terceiro-mundista. Isso precisa ter fim.

E agora, Joseph?