Prefeito ostentação usa AGM como extensão da sua prefeitura, para autopromoção e apaniguar aliados políticos

11 de junho de 2018
Reeleito presidente da Associação Goiana dos Municípios, Paulinho perde o papel de protagonista dos municípios para a FGM

O prefeito de Hidrolândia, Paulo de Rezende (ex-Democratas), agora tucano novo, foi reeleito (em chapa única) para a Associação Goiana dos Municípios – AGM.

Entidade forte, com história, quando presidida por Itamar Leão, Márcio Cecíclio. Cleudes Baré e Joaquim de Castro, perdeu na gestão de Paulo de Rezende o papel de protagonismo na representatividade dos municípios.

A reeleição, branca, sem disputa, demonstrou não a unanimidade, mas o descontentamento e o enfraquecimento da AGM – junto ao cenário político estadual.

Enquanto isso, a FGM se desponta com um trabalho técnico e político de qualidade significativos – demonstrando um modelo plausível

Paulo de Rezende ao lado do Pré candidato a sucessão Didi Matias .

Não é por acaso que prefeitos, a exemplo de Minaçu, requeram desligamento da entidade. Cobrando uma taxa significativa dos municípios – pagos com dinheiro da população – o dinheiro da AGM, que corresponde a quase uma receita de um município de pequeno porte, tem servido para divulgar o presidente, pagar suas viagens e seus assessores.

Efetivamente – nada de concreto foi realizado gestão de Paulo de Rezende – com exceção a continuidade a algumas poucas ações elaboradas pelos ex-presidentes da entidade.

Enquanto a AGM não conseguiu, sequer uma medida construtiva (projeto de Lei – conquista judicial – auxilio nos Convênios) , Paulinho se transformou em “papagaio de pirata” do governador – ou, para outros, “gato de palácio” – aquele que quando o rei muda, o gato continua no reinado – assim foi quando abandonou Ronaldo Caiado e Wilder Morais para ingressar no sonho da sustentabilidade pós mandato.

Agora usa a AGM para tentar alavancar a campanha de José Eliton – enquanto, em Hidrolândia, Ronaldo Caiado permanece disparo nas pesquisas – fruto do desleixo e abandono de Paulinho.

Ao fim e ao cabo, Paulo de Rezende usa a AGM como sua segunda prefeitura – para contratação de assessores e para divulgação pessoal em revista e blogs e, na tentativa de intimidar e influenciar prefeitos, em seu jogo frio, não calculado, perigoso a si mesmo, que pode, por fim decretar o fim de sua história política.

AUSÊNCIA DO MUNICÍPIO

Paulinho, como é conhecido em sua cidade, tem sido cobrado pela Câmara Municipal e população a comparecer no município. É que, desde assumiu a AGM, a cidade se transformou em um caos administrativo.

Denúncias, mau gasto de dinheiro público, não cumprimento de metas fiscais, falta de profissionalismo e desmandos tem ocasionado um caos administrativo na gestão Paulo de Rezende que, segue com a base dividida, sem o apoio integral do vice prefeito, Câmara Municipal descontente, e a prefeitura loteada ao seu braço direito – pretenso sucessor – Divino Aparecido Matias – que não esconde: ser prefeito de fato e que tem o prefeito Paulinho “nas mãos”.

A esperança, é que sua ajuizada e competente primeira dama, que realiza uma gestão técnica e eficiente no social (inclusive sem admitir palpites externos), assuma o papel de protagonista no cenário político, para reverter o péssimo cenário instaurado, no abismo político que se aproxima de Paulinho.