Mulher, negra, pobre, gay e ignorada

7 de agosto de 2018
Eduardo Bolsonaro
por

Eduardo Bolsonaro é advogado formado pela UFRJ, Policial Federal e Deputado Federal por São Paulo.

Foi assassinada a Policial Militar do Estado de São Paulo Soldada Juliane. Mulher, humilde, negra e homossexual. Pouco importa tais características, a dor da família e a perda são incontornáveis. Já vi falecerem meu avô Percy Geraldo e amigos próximos, mas falam que os pais enterrarem um filho não há nada igual.

O caso da Juliane tem tido certa cobertura da imprensa sim. Em meio à correria da convenção estadual do PSL neste domingo consegui junto ao Major Olímpio e Major Mecca gravar um vídeo ainda na esperança de que o 190 recebesse uma denúncia que levasse a polícia ao encontro da Soldada com vida.

No mesmo vídeo perguntei por que o governo também não oferece uma recompensa ou age com a mesma energia para defender seus policiais do que quando há uma chacina? Não sei se foi devido isso, mas o governo de São Paulo ofereceu recompensa para quem indicasses pistas que levassem a Juliane. Infelizmente, ela foi encontrada morta.

O que mais salta aos olhos, no entanto, é o tratamento distinto dado entre vidas igualmente preciosas. Não se vê um pio do movimento negro, nada do movimento feminista, nem uma declaração dos LGBTs… Sabe por quê? Porque estes movimentos não prestam um serviço àqueles que dizem representar, mas sim estão a serviço de uma ideologia nefasta.

Em segundo lugar, nada dizem, pois a moça era Policial Militar, que segundo os direitos humanos é o aparato estatal contra pobres e negros. Eis aí uma mulher, negra, humilde, homossexual, relegada pelos “movimento sociais” e direitos humanos. Não creio que amanhã alguma destas entidades baterá à porta da família para auxiliar com os papéis, prestar assistência jurídica, ajudar oferecendo uma psicóloga se for o caso, nada… Os “direitos humanos” no Brasil acreditam que só a vítima da violência estatal é que merece tais amparos, Juliane estava do outro lado, Juliane é para eles a opressora, não é merecedora de amparo. Como se a morte de um policial fosse algo inerente da sua carreira.

Não, nós policiais não nascemos para morrer assassinados por bandidos. Isso por si só já evidencia que direitos humanos no Brasil não se prestam a defender humanos, mas sim segmentam seus protegidos na parcela da população que contraria as leis e bate de frente com a polícia, os criminosos. A mesma divisão fazem estes falsos movimentos sociais: repartem a sociedade em categorias e depois bradam ser os defensores da parte mais fraca.

Por isso no Brasil hoje há esse conflito de negro contra branco, rico contra pobre, nortista contra sulista, pais contra filhos. Nem humorista consegue fazer piada aqui sem tomar um processo.

Diante deste cenário é preciso mudá-lo, colocando pessoas certas nos lugares certos e cortar os repasses governamentais a essas ONGs de movimentos sociais. Sim, os direitos humanos vão chiar, esses movimentos que nada fazem por Juliane vão protestar, porque pisaríamos fora do politicamente correto. Mas teriam que nos engolir. Isso é ser radical? Claro que não, ser radical é exatamente se prestar a esse papel ridículo desses movimentos pseudo sociais. É como diz Olavo de Carvalho: moderação na defesa da verdade é serviço prestado à mentira.