Grande Prêmio da Austrália de 1988:  a última corrida da era turbo

19 de novembro de 2018
Junior Cardoso
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Junior Cardoso tem 23 anos, é profissional da área gráfica e apaixonado por automobilismo. Desde 2016 é editor da página Falando de Motor no Facebook, a qual destina suas energias nas horas vagas.

Após uma grande corrida em Suzuka, a Mclaren-Honda chegou a Austrália em um clima festivo. Além de ter um piloto campeão, também era a vencedora do campeonato de construtores. A última corrida da temporada de 88 foi também a última corrida da saudosa era turbo da F1 – hoje estamos em uma era hibrida.

Mclaren campeã de 1988

Na classificação, tudo ocorreu como sempre aconteceu durante o ano. A Mclaren ocupou a primeira fila com Senna na pole e Prost em segundo. O terceiro foi Nigel Mansell que estava com suspensão e aerodinâmica novas em sua Williams, seguido por Gerhard Berger.

Na largada, Berger conseguiu arrancar melhor e deixou Mansell em terceiro, seguido por Nelson Piquet. Mais à frente, Prost também largou melhor e tomou de Senna a primeira posição, abrindo grande vantagem logo no começo da prova.

Berger estava muito bem até bater em Arnoux e Modena

Berger estava com um carro muito bom. Ultrapassou Senna que estava com problemas no câmbio da Mclaren e partiu para cima de Alain Prost, alcançando o francês na volta 14. Mas como Adelaide é um circuito de rua e muito apertado, imprevistos podem acontecer. Na volta 23, Berger colidiu com René Arnoux e Stefano Modena. Dessa forma, Prost recuperou a liderança, Senna segurou a segunda posição, mesmo com os problemas que estava enfrentando e Piquet em terceiro. E foi esse o resultado da corrida.

De Lotus, Piquet foi terceiro em Adelaide

E assim terminou um ano vencedor para a Mclaren e seus pilotos e também o último ano dos famosos motores turbo.