Asas do InfinitoColunaLeonardo Daniel

A Visita

A visita é muito importante para quem está doente. A paciência do paciente aumenta junto com a esperada visita de um amigo. Ou até mesmo de um familiar. Um doente também é visitado por anjos, mas isto é um assunto para outra crônica.

Quem faz a visita também é retribuído porque o amor é uma energia que sufoca o medo. Quem mora em abrigos, sobretudo de idosos, sofre o indizível com a falta de visitas. O mais triste para eles não é ter que viver abrigado, mas sim, ser esquecido. Isto cria um hiato que é a maior dor. Os familiares devem fazer um esquema, uma estratégia de visita do seu idoso, abrigado ou não. As visitas não devem ser feitas com muita gente e nem demorar demais. E nem serem curtas demais também.

A visita é uma prova de amor. Ela traz consigo o perfume da amizade sincera e o bálsamo do calor humano. Quanto menos visita um idoso tem, mais triste e deprimido ele vai ficar.

A visita é fundamental. Dela decorre a vitória do bem sobre o mal. O mal é o esquecimento, o abandono e o egoísmo. O egoísta se pergunta: “O que eu vou ganhar visitando aquele velho? ”

Um idoso esquecido é uma vida que se apagou antes da hora. E a consequência disso não é a metanoia, ao contrário, é a profunda depressão catatônica. Com isso, vai passar seus últimos momentos numa cama… devido ao desprezo, ao descaso e à redundante vaidade existencial de quem não visita. Não esqueçam seus idosos. Não transforme a despedida episódica deles em um fardo de sofrimento e dor. Haja com amor. Quem vai visitá-los nesse fim de semana? Quem irá nos visitar nos próximos?

Onde está o amor que você ainda tem por essa pessoa? Se ela ainda está viva, você deve visitá-la. Seja onde for. No abrigo, no asilo, etc. Ou na casa ou apartamento dela. Na casa, sempre que possível, leve alguma coisa para comer. Um doce que ela goste, um bolo, etc.

Se a visita é para uma pessoa querida doente e/ou internada, é o que trará força para ela enfrentar a doença. A situação melhora muito após aquela visita tão especial.

Quem visita será visitado. Esta é uma regra básica de convívio social, a troca de calor humano. Quem ama de verdade, não se esquece dos seres amados. Não deixa de visitá-los.

 

 

 

Leonardo Daniel

10/05/2026

Crônica revisada por Maria Celeste Consolin Dezotti

poetaleodaniel.com

@poetaleodaniel

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