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Jornalismo virou influência digital

A Copa do Mundo de 2026 promete gols, emoção e, pelo visto, a completa falência do jornalismo esportivo. A decisão da Globo de colocar Virginia Fonseca como “repórter” do maior evento do futebol mundial parece menos uma escolha editorial e mais um teste de resistência intelectual do público. Afinal, para quê anos de faculdade, apuração, conhecimento tático e experiência em cobertura internacional, se curtidas no Instagram resolvem tudo?

Juca Kfouri resumiu bem: é a “esculhambação”. E talvez tenha sido até elegante. O recado da emissora é cristalino: informação virou detalhe, o importante agora é engajamento, dancinha e corte viral. O repórter que ralou em estádio de várzea, enfrentou plantão e fechou matéria na madrugada descobriu que perdeu espaço para o algoritmo.

No fim, a Copa segue sendo de futebol. A cobertura é que virou reality show patrocinado por bets, filtros e superficialidade.

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