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Mais de R$ 200 milhões já foram investidos no Sistema João Leite

Escrito por Super User. Publicado em Helvécio Cardoso - Opinião

Já foram gastos, até hoje, cerca de R$ 200 milhões na construção do complexo Sistema Produtor Mauro Borges Teixeira, conhecido popularmente como Sistema João Leite. Quem percorre o canteiro de obras percebe que os trabalhos entraram na fase de finalização e ajuste. Todas as obras de engenharia civil estão prontas. A grande barragem foi a primeira a ser concluída. Só este fato já melhorou bastante o sistema de abastecimento, pois por meio dela é possível regular a vazão do João Leite. Mesmo agora, no auge da seca, o curso a jusante da barragem continua normal e com volume de água suficiente para assegurar o abastecimento regular de Goiânia e seu entorno.

As duas grandes estações são a de elevação de água bruta (EAB) e a de Tratamento (ETA). Situada no sopé da barragem, a EAB é um enorme galpão com paredes de concreto de quase 1 metro de espessura, em cujo interior já se encontram as bombas e as turbinas que vão jogar até 6 m3/s de água para a ETA, distante 2,2 quilômetros a jusante da barragem. Além disso, esta estação vai lançar no leito do ribeirão mais 0,9 m3/s de água para assegurar sua vazão residual, a chamada “vazão ecológica”.


Bombas da EAB estão em fase de instalação ( Foto: Eduardo Ferreira)

São quatro conjuntos motor/bomba (bomba do tipo “Franklin”) para o trabalho de “recalque” (bombeamento) da água situada nas camadas médias da lâmina de água da represa. Dois desses conjuntos serão acionados por gigantescos motores elétricos. As outras duas bombas serão acionadas diretamente ( eixo a eixo) por meio de turbinas hidráulicas, aproveitando, assim, o potencial hidroenergético da represa. Essas turbinas, contudo, só serão ativadas em tempos de exuberância hídrica, pois nelas será usado apenas o excedente a ser extravasado pelo vertedor. Em tempos de estiagem, também essas duas bombas serão acionadas por motores elétricos. Foi instalada também uma pequena turbina para gerar energia elétrica com potência de 250 KW para alimentar sistemas elétricos auxiliares ( iluminação, controles etc)

Todas essas máquinas estão sendo instaladas no local. É um processo lento, que exige muita habilidade e atenção. Segundo Olegário Martins, diretor de Obras da Saneago, os ajustes devem ser precisos. Mesmo se tratando de máquinas enormes e pesadíssimas, a regulagem deve ser milimétrica. Ao mesmo tempo em que os conjuntos de bombas, motores e turbinas vão sendo instalados, a intrincada tubulação por onde a água vai circular vai sendo cuidadosamente montada no local. Feitas também de aço carbono, as peças são unidas por meio de solda especial, por dentro e por fora e em alguns casos o ângulo de inclinação ou o raio de curva estabelecidos no projeto não admitem a mínima discrepância.

O acionamento dos motores elétricos estará a cargo da Celg, que fornecerá energia de alta tensão. Uma estação rebaixadora, cujos equipamentos foram construídos sob medida para se adequar à finalidade, vai fornecer a eletricidade dentro das especificações projetadas. Uma segunda estação rebaixadora foi construída para acionar a maquinaria da ETA.


Vista do alto da Barragem do João Leite ( Foto: Eduardo Ferreira)

A outra parte fundamental do sistema é o conjunto de adutoras, os canos gigantescos por onde a água da represa deve passar até chegar nos reservatórios urbanos. São mais de 10 quilômetros de adutoras. É a parte invisível da obra. Elas correm por baixo da terra. Olegário Martins informa que já estão devidamente instaladas. Falta apenas um pequeníssimo trecho que vai atravessar o Rio Meia Ponte. Ali, a tubulação será em arco, passando por cima do rio.

Construído com recursos dos governos federal e estadual e ainda com recursos provenientes de receitas próprias da Saneago, o Sistema Produtor Mauro Borges Teixeira é a maior, a mais complexa e a mais cara obra de engenharia já executada em Goiás. É a maior do Centro-Oeste no tocante a fornecimento de água tratada. Até agora, quase 12 anos de trabalho ininterrupto que mobilizaram milhares de operários. Estará concluída entre junho e julho do ano que vem.

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